NÃO COMETA ESSES 5 ERROS NA FOTOGRAFIA

Começar a fotografar é mágico.

Tirar suas primeiras fotos boas em modo manual é como uma pequena dose de adrenalina no sangue. O cérebro começa a associar todo o seu conhecimento com a prática e aquela palpitação no coração só aumenta, ansiando pela próxima foto (que provavelmente não ficará tão boa, te deixando desanimado).

Todo fotógrafo passa ou já passou por isso. Seja no dia-a-dia da profissão, ou na ocasionalidade do hobby tão estudado, algumas fotos simplesmente não ficarão tão boas quanto você esperava. Muitas vezes isso ocorre por conta de erros bobos que a maioria dos fotógrafos comete no início.

O infográfico abaixo  da Colombia Photo Studio mostra 5 erros comuns que fotógrafos iniciantes começam:

(Infográfico em inglês. Tradução abaixo.)

5 erros comuns que fotógrafos iniciantes cometem

1 – não tirar fotos suficientes

É melhor ter muito mais fotos de um sujeito ou objeto específico do que não ter suficiente. Já aconteceu muitas vezes comigo a situação de tirar uma ou duas imagens de uma cena e seguir em frente, o que geralmente me deixava desapontado enquanto olhava minhas imagens no computador.

solução:

Assim que você tirar as fotos que você queria, olhe ao seu redor, caminhe pelo local, tente ângulos diferentes, tente configurações diferentes, seja paciente, aguarde que algo aconteça. Você terá muitas outras opções de escolha quando estiver editando suas imagens.

2 – A falta de um sujeito ou ponto de interesse

Quando estiver fotografando paisagens ou cenas na rua, um erro comum é tentar incluir muita informação e esquecer de focar em um sujeito ou ponto de interesse.

solução:

Quando fotografar paisagens, não foque inteiramente na cena; tente achar um ponto de interesse, como uma pedra, uma planta, ou um elemento que se destaque e capture a atenção de quem olha sua foto. E quando se trata de fotografia street, mantenha a simplicidade e remova qualquer informação desnecessária do enquadramento para evitar confusão de quem olha sua foto.

3 – não prestar atenção no plano de fundo

Muito similar ao erro anterior, não prestar atenção no plano de fundo da imagem pode resultar em alguma lixeira colorida distraindo a atenção, ou um galho, ou poste, saindo da cabeça de alguém. A única solução para isso seria gastar horas no Photoshop ou descartar a imagem.

solução:

Preste muita atenção no sujeito ou objeto fotografado, mas não se esqueça de checar os arredores por um momento. Se houver algum elemento desviando a atenção no enquadramento, você deve removê-lo ou mudar o ângulo da sua foto. Tenha certeza de que nada está tirando a atenção do ponto de foco ou entrando nas beiradas do seu enquadramento.

4 – pouca luz

Um dos mais importantes elementos na fotografia é a luz. A direção, qualidade e quantidade de luz são importantes fatores que interferem em como a foto sairá. A luz do Sol tende a criar sombras muito escuras que desfavorecem nas fotos, principalmente de retratos.

solução:

Durante o meio-dia fotografe um ambiente interno, na sombra ou aproveite o máximo que um dia nublado pode oferecer (antes de chover, é claro!). A cobertura das nuvens faz com que a luz do sol seja difusa, ou mais suave, como as de softbox. Mais importante ainda: tire vantagem da “golden hour“, quando o Sol estiver nascendo ou se pondo. Preste atenção na direção da luz e como as sombras criam um senso de profundidade nas suas imagens.

5 – edição exagerada

Pós-processamento é uma parte importante do processo fotográfico, principalmente quando se fotografa em RAW. As câmeras nunca capturam a cena exatamente do jeito que a vemos, e é por isso que usamos softwares como Lightroom e Photoshop para extrair o máximo da imagem. Contudo, é fácil se perder com edições e acabar com uma imagem completamente artificial e saturada excessivamente.

solução:

Comece a editar o básico, como ajustes de contraste e saturação. Apenas esses ajustes já são capazes de fazer uma imagem se destacar. Não se esqueça de fazer intervalos durante sua edição para refrescar a cabeça e voltar com os olhos descansados.

conclusão

Não existe um único jeito de se fazer fotografia, existem milhares de possibilidades, e a cada dia que passa, alguém sai de dentro da caixa com uma idéia inovadora super bacana, como a fotografia time-slice.

Note que essas dicas são apenas base para algo muito maior, cujo autor será você. Portanto estude bastante, especialize-se e nunca pare de aprender. E praticar é o melhor jeito de aprender.

GUIA DO FOTOGRAFO INICIANTE: BALANÇO DE BRANCO

Texto Original de: LightStalking.com, por Jason Row
Tradução-livre de: Eryc Silva

Comprar a sua primeira câmera profissional é emocionante. Tanto para aprender, tantos botões e mostradores para entender, menus complexos para decifrar… Não é à toa que muitos deixem suas câmeras programadas em modo automático. Em passos pequenos, começamos a aprender sobre a relação entre todas as funções na câmera, mas talvez uma das únicas coisas que notamos é o balanço de branco. Embora nossos olhos não percebam, as luzes tem várias cores diferentes dependendo de qual a fonte de luz, e no caso do Sol, depende do tempo na rua (se chove, se está nublado etc).

 

Cor da Luz

Diferente dos nossos olhos, os sensores das câmeras não se adaptam às mudanças de cores na luz, eles precisam de ajuda de um medidor de cores (já embutido no corpo das câmeras). Na maioria das condições de luz, isso basta. Contudo, às vezes esse medidor pode ficar confuso com diferentes condições e lhe dar leituras erradas. Um típico exemplo disso é você ocasionalmente fotografar imagens mais frias (mais azul) em dias nublados. Para que o fotógrafo tenha controle, as câmeras digitais modernas permitem que você estabeleça ajustes de balanço de branco que se adapte às condições de luz do ambiente em que você está trabalhando.

Antes de olharmos para os pré-ajustes típicos de balanço de branco, vamos dar uma rápida olhada em como determinar a cor da luz. Nós usamos uma escala de temperatura chamada Kelvin (K) e a nosso ponto de referência é a luz do dia à tarde em um dia ensolarado, equivalente à 5500K. Se a luz for mais avermelhada, por exemplo a luz do pôr do Sol ou lâmpadas incandescentes, ela estará em torno de 2000K ou 5000K na escala. Se for mais azulada, ela estará mais no topo da escala. Um bom exemplo é a luz de um flash externo, que pode chegar até 10.000K.

 

Configurando o Balanço de Branco

As configurações de balanço de branco são encontradas em botões ou em menus, dependendo da sua câmera. Procure o manual da sua câmera para saber exatamente onde encontrar, e então vamos dar uma olhada nas configurações típicas de balanço de branco.

AWB ou Auto White Balance (Balanço de Branco Automático, em português). O sensor da câmera fará uma estimativa do valor de balanço de branco ideal para o ambiente e o configurará automaticamente. Essa configuração funciona bem em situações comuns, mas pode ser enganada por grandes áreas com cor na imagem ou onde alguma luz é de uma cor predominante. Um bom exemplo de como usar balanço de branco automático é uma péssima idéia é no por do Sol, quando as luzes estão bem avermelhadas e o medidor de cores neutraliza a beleza dos tons vermelhos na sua imagem.

Daylight ou Sunny (Dias ensolarados, em português). Essa configuração é determinada para usar durante o dia, em condições ensolaradas. Por mais que o AWB funcione bem nesse tipo de luz, se você estiver fotografando uma modelo que, por exemplo, vista um vestido vermelho, sua câmera se confundir e compensar o vermelho. Utilize a configuração Daylight se você precisa de balanço de cores consistente.

Cloudy (Nublado, em português). Como mencionado acima, condições de tempo nublado podem fazer o AWB deixar a imagem mais azulada. Para isso a opção Cloudy funciona, deixando a imagem mais quente.

Shade ou Shadow (Sombra, em português). Similar aos dias nublados, a opção Shade irá compensar imagens na sombra, as deixando mais quente. Contudo, deixará qualquer área ensolarada ou com luz do sol bem mais quentes.

Incandescent. Para usar em ambientes iluminados por luzes incandescentes. Embora termos diversas outras opções de luz hoje em dia, ela continua sendo muito usada, e possui uma luz muito vermelha perto dos 2200K. Nesse caso o AWB pode se enganar com uma margem de erro enorme. Utilizar essa configuração para lâmpadas incandescentes dará um tom natural às suas fotos.

Fluorescent. Normalmente essas lâmpadas variam bastante na escala Kelvin dependendo do quão velhas são ou de como foram feitas. Elas são as lâmpadas mais difíceis de se trabalhar. Se todas as luzes estiverem emitindo a mesma cor, essa configuração funcionará perfeitamente. Contudo, você pode sentir diferenças em alguns tubos emitindo cores diferentes.

Flash. Como mencionamos anteriormente, Flash é uma luz muito azulada e, mesmo que o AWB dê conta do recado, se tivermos grandes áreas com cores diferentes, ele pode ficar confuso. A configuração para Flash te dará cores mais consistentes às fotos tiradas com o flash.

K. K é de Kelvin, e se você entende a escala Kelvin quanto à cor de luz, você pode configurar o seu próprio balanço de cores.

Pre. Se você está trabalhando com fontes de luzes consistentes, talvez em um estúdio, ou em um dia nublado sem previsões de sol, você pode determinar manualmente o seu balanço de branco. Geralmente isso é feito usando um cartão branco na frente da câmera, durante as determinadas condições de luz na qual você espera trabalhar. Utilizando o menu da câmera, você pode fazer uma leitura do cartão branco e conseguir uma medida precisa que lhe dará cores consistentes, contanto que as condições de luz não mudem.

 

Entender balanço de branco é uma parte crucial da fotografia digital. É algo altamente relevante quando se está fotografando arquivos em JPEG porque o balanço de branco fica embutido na imagem final, tornando correções muito difíceis. E mesmo fotografando em RAW, podendo mudar o balanço de branco na pós-produção, ter uma boa noção das cores de luz pode lhe ajudar a conseguir uma imagem final muito melhor.

HOW TO INSTAGRAM LIKE A PRO #1

ISSO NÃO É UM TUTORIAL.

Essa é uma versão traduzida de um post que escrevi em um blog inglês (também de minha autoria). Link do post original: http://wp.me/p2s8rn-ez

Ultimamente eu tenho dedicado uma grande parte do meu tempo livre para ver e curtir fotos que chamam a minha atenção no Instagram. Existem diversos fotógrafos bons por aí e eu queria, de alguma forma, compartilhar o entusiasmo que eu sinto sempre que vejo uma foto boa.

Esse post introduz uma série que eu vou chamar “How To Instagram Like a Pro”, em português “Como Fazer Instagram Como um Profissional”. A série será composta de fotos cautelosamente selecionadas de uma lista que eu fiz, só de Instagrams legais.

Sempre fui um grande fã de fotografia, e mesmo não sendo um expert na área, eu me considero alguém com o mínimo de senso crítico para saber o que é uma boa fotografia. Por ser um entusiasta, é fácil estar sempre aberto para “novas coisas”, como manipulação de imagem e vídeo, e muitas outras coisas que a galera tem feito pela internet.

Nos últimos anos, eu presenciei muita controvérsia quanto à fotografia digital. Muitas pessoas colocando profissionais contra amadores, comparando DSLRs com iPhones, e coisas do tipo. Tudo gira em torno do mesmo ciclo: “Quem nós podemos considerar como fotógrafos?” e “Instagram é uma forma de fotografia profissional?”

Segundo o Google, a definição de fotografia é “a arte ou prática de tirar e processar fotos”, o que basicamente significa que a fotografia pode ser feita por qualquer um com o mínimo entendimento do assunto, desde que a pessoa em questão tire e processe a foto, o que – graças à tecnologia – pode ser feito em questões de segundos em um smartphone qualquer.

A fotografia digital se estendeu a certo ponto, que pode ser dividida em gêneros e subgêneros. Cada método de fotografia e processamento leva a um “estilo”, e fica fácil se perder no meio de tudo isso.

Sem a intenção, Instagram se tornou uma das diversas ferramentas disponíveis para se tirar, processar e compartilhar imagens belas, criadas por uma comunidade que se estende desde o usuário que quer mostrar o seu domingo na praia com a família, até o perfeccionista hardcore da fotografia. E enquanto muitas pessoas dizem que o Instagram não é “fotografia de verdade”, por ser 1×1, ou qualquer outro motivo tolo, eu discordo. Talvez não seja a maneira ideal para se trabalhar, mas é a melhor forma de marketing pessoal que alguém pode ter.

Sem mais delongas, abaixo estão alguns dos meus Instagrams favoritos. E enquanto você olha as fotos, eu te pergunto: “No Instagram tem ou não fotografia de verdade?”

Lembre-se de checar os feeds de cada um! Valerá cada segundo.

NATHANIEL ATAKORA MARTIN

Fotografo – Alberta, Canadá

A maior parte do seu feed é de belas paisagens frias de países do norte, e alguns retratos muito bem compostos.


CARMEN

Estudante de nutrição (e uma talentosa “instagrammer”) – Vancouver, Canadá

Além de nos fazer sentir ciúmes, Carmen nos ensina sutilmente como ter um café da manhã saudável através de imagens que vão de dar água na boca toda vez que vê-las.


NEAVE BOZORGI

Fotografo – Los Angeles, USA

Sexy, espontânea, bem composta e bem…intrigante. Suas imagens são tudo o que você espera de uma fotografia sensual. Eu realmente amo o jeito que ele captura as modelos “criando imagens que são intimas em natureza e saturadas com nostalgia sensual”, como ele descreve na sua bio.


SWOPES

Uma fofura de Chicago que tira fotos e as edita somente com seu iPhone

cold 🙏

A post shared by Elise Swopes (@swopes) on

Suas imagens capturam um ponto de vista alternativo da vida urbana que muita gente não tem o privilégio de ver. Ela traz vida ao que, muitas vezes pareceria entediante e até arrisca algumas montagens. E eu acho o máximo o fato de ela utilizar apenas seu celular durante o processo todo de tirar, editar e compartilhar suas fotos.


BEN BROWN

Youtuber Nômade, Atleta, Fotógrafo, Filmmaker, Empresário e “Marketeiro”

Para finalizar, essa timelapse de Ben Brown. Esse cara é um dos principais motivos de eu ter deixado de ser uma pessoa tão preguiçosa para me tornar entusiasta em esportes, fotografia, filmografia e, acima de tudo, um entusiasta da vida. Exalando aventura através do seu lifestyle de viagens e esportes, Ben Brown te mostra um pouco de cada coisa, em lugares como Londres, Canadá, Estados Unidos, Africa do Sul e Costa Rica. Você nunca sabe onde ele vai estar no próximo mês, na próxima semana, ou até mesmo dentro de alguns dias. Mas de uma coisa você pode ter certeza: ele estará compartilhando momentos incríveis que você desejaria ter vivido também.


C’EST TOUT, MES AMIS.

5 DICAS PARA APROVEITAR MELHOR A “GOLDEN HOUR”

Texto Original de: LightStalking.com, por Jason D. Little
Tradução-livre de: Eryc Silva

Uma das principais coisas que todos os fotografos desejam é que o seu trabalho se destaque, de alguma maneira. Obviamente não existe uma falta de fotografos no planeta, então eu não acho que qualquer pessoa que se considera fotografo é tão pretensioso ao ponto de achar que é o único a aplicar certos métodos e técnicas; é que apenas todos nós queremos que o nosso trabalho reflita a nossa personalidade, de algum jeito. Todos nós queremos aquela qualidade “mágica” em nossos trabalhos.

E, mesmo depois de ler dicas e mais dicas, artigos, e, até mesmo depois de fazer um curso de fotografia, você deve lembrar que, na fotografia, a iluminação é tudo. E a qualidade da luz é uma das coisas que mais fazem a diferença entre uma fotografia “boa” e uma fotografia “extraordinária”.

Se você está atrás desse tipo de fotografia fora do “comum”, você vai querer saber um pouco sobre o que os fotografos costumam chamar de “Golden Hour”.

Royal Ride in the Golden Sand !! { E X P L O R E D } by girish_suryawanshi, on Flickr

Golden Hour, por definição informal, é a primeira hora depois do nascer do Sol e a última hora antes do pôr-do-Sol. Esse período de tempo é influenciado pelo local onde você mora, ou o local onde você está fotografando (clima e altitude) e pela estação do ano.

golden hour by Haylee Barsky, on Flickr

O QUE A FAZ TÃO MÁGICA?

Há várias razões por que a golden hour também é conhecida como a “hora mágica”. Durante cada golden hour (de manhã e no fim da tarde), você encontrará o Sol bem baixo no céu; quando a fonte de luz é maior e mais proxima relativa ao objeto, uma luz suave e difusa é produzida. Essa luz suave é preferível para quase todos os objetos pois não cria sombras bruscas e tende a ser bem dinamica, sem perdas de detalhes para sombras extremas ou realces estourados. Além do que, sombras não são necessariamente ruins; as longas sombras criadas pelo Sol à essa hora do dia podem ajudar a adicionar textura, profundidade e interesse para o produto final. E não podemos esquecer do fantástico brilho quente e dourado. Você não é afortunado por nenhum desse beneficios enquanto fotografa embaixo do Sol de meio-dia.

RMNP Sprague Lake by MaxGag, on Flickr

E PARA QUE TIPO DE FOTOGRAFIA ELA É BOA?

Qualquer um. Paisagens, retratos, até mesmo para macro e objetos inanimados. Quase tudo parece mais bonito quando submetido ao calor da golden hour. E você não está limitado em trabalhar somente em ambientes abertos. Você pode conseguir uma bela e natural iluminação interna deixando a mágica entrar por uma janela grande.

Superfriends by jDevaun, on Flickr

DICAS RÁPIDAS PARA APROVEITAR MELHOR A GOLDEN HOUR

  • FOTOGRAFE RÁPIDO. Não esteja com tanta pressa ao ponto de não conseguir usar uma boa técnica, mas lembre-se que você tem um tempo relativamente pequeno para levar vantagem dessa luz.
  • CALCULE A SUA GOLDEN HOUR. Você pode maximizar a eficiencia da sua golden hour planejando o seu dia antes. Saiba o seu destino, tenha ideia de quais objetos você irá fotografar e calcule precisamente quando a golden hour acontece no lugar onde você irá fotografar. Existem calculadoras onlines que podem fazer o cálculo por você.
  • USE UMA ABERTURA GRANDE. Se você geralmente não fotografa com a lente aberta, a golden hour apresenta uma grande oportunidade para você começar a fotografar. Você vai se surpreender com os pontos de luz criados durante essa hora do dia.
  • FOTOGRAFE BASTANTE. Durante a golden hour, as mudanças de luz ocorrem rapidamente; a paisagem que você fotografou quando chegou ao local podem ficar bem diferentes 10 minutos depois. Então continue fotografando durante a golden hour inteira e tente capturar o maior número possível de variações.
  • AJUSTE O BALANÇO DE BRANCO. Balanço de branco automático não é a melhor escolha para quem fotografa na golden hour. Ajuste o seu balanço de branco para “nublado”/”cloudy”, senão você correrá o risco de neutralizar aquela maravilhoso brilho dourado.

Fotografar durante a golden hour pode ser inconveniente. Você pode ter que sacrificar algumas horinhas de sono para acordar bem cedo, ou desprender a bunda do sofá para fotografar no final da tarde. Mas você vai ser muito recompensado pelo resultado, já que o impacto das fotos à essa hora do dia pode ser bem surpreendente.

A MELHOR CÂMERA INSTANTÂNEA DE 2014!

update 6 de outubro de 2015:

Os Filme Instax aumentaram de preço devido ao aumento do dólar. Você os encontrará por R$ 50-80,00.

NOTA INICIAL: Quando houver qualquer menção da primeira pessoa no texto a seguir, significa o escritor do post, Amadou Diallo, expressando suas experiências pessoais. Eu não nunca revelei fotos, a única vez em que entrei num quarto-escuro foi quando meu padrinho, que trabalhava na Realcolor, me mostrou como se revelavam fotos – eu tinha menos de 11 anos e não lembro de quase nada – e eu não tenho filhos! Att. Eryc

O que é uma câmera instantânea?

Câmeras instantâneas usam pacotes de filmes que incluem todos os químicos necessários para imprimir uma imagem fotográfica dentro de minutos após apertar o botão. Cada pacote de filme inclue o negativo para capturar a imagem e o papel positivo necessário para produzir a impressão final.

Quando a foto sai da câmera, o processo de desenvolvimento da foto começa. Logo, a folha branca se transforma em uma fotografia colorida. Os pacotes de filme vem em caixas com pacotes fechados de 10 exposições cada, e as câmeras tem janelas de contagem regressiva que te mostram quandas fotos você ainda tem antes de trocar de pacote.

Mais conhecidas como “Polaroid” (depois que a companhia popularizou a tecnologia), as câmeras instantâneas trouxeram uma conveniência que as câmeras digitais ainda trariam, num futuro próximo. Com uma instantânea, você podia ver a fotografia minutos depois de tirar a foto ao invés de ter que carregar rolos de filme para um laboratório e esperar para que fossem reveladas.

Embora câmeras digitais têm feito com que as câmeras instantâneas ficassem obsoletas em quase todos os sentidos, existe um chame inegável de abertar o botão pra tirar a foto e ter uma impressão saindo da câmera, se desenvolvendo diante dos seus olhos. Mesmo para um fotógrafo como eu, que lembra como é passar horas em um quarto escuro, o processo inteiro ainda parece mágica. Não, você não vai conseguir as cores brilhantes e o grande alcance de realces e sombras que até uma DSLR de nível iniciante pode providenciar, mas cada foto é um momento único que pode ser fisicamente compartilhada pessoalmente, ao invés de virtualmente.

Quem compra instantâneas?

A principal atenção das câmeras instantâneas é que elas são divertidas de se usar, além de serem ótimas para iniciar uma conversa. Uma instantânea é um jeito fácil de persuadir até mesmo os sujeitos menos “fotogênicos” para posar para um retrato. E é bem provável que você atraia uma multidão de curiosos enquanto esperam as fotos se desenvolverem. Eu tenho duas crianças que cresceram na época das câmeras digitais; para eles, assistir uma foto instantânea ser produzida é muito mais emocionante do que deslizar os dedos por cima de uma tela de um smartphone ou câmera digital.

Ótimas para festas, casamentos ou até mesmo para suas noites no seu bar favorito, as câmeras instantâneas são bem adequadas para reuniões onde você quer documentar seus amigos, e o ambiente, de uma maneira casual. A aparência de câmera de brinquedo que a maioria das instantâneas tem deixam as pessoas mais confortáveis do que uma DSLR. Além do fato de que você não pode simplesmente compartilhar a foto no Facebook ao toque de um botão, as pessoas ficam super felizes de oferecerem ótimas poses desinibidas. E nessa era de bits e bytes, onde fotos são facilmente duplicadas, não há nada como tirar a foto de alguém e minutos depois compartilhar com elas a única versão, NO MUNDO, daquela foto como um presente.

Câmeras instantâneas são definitivamente uma proposta meio retrô, com um conjunto de recursos limitados. Você não tem lentes com zoom, os visores são pequenos e menos precisos em distâncias próximas. Você não tem um visor digital te mostrando como a luz e o contraste vão afetar a sua fotografia, então você nunca vai saber exatamente como a foto vai sair. Mas essas “falhas” são parte do charme que há em fotografar com uma instantânea. Se você não está interessado em um produto com essas limitações, uma digital seria uma melhor alternativa para você.

Como a gente escolheu?

O Trio Instax da Fujifilm. Da direita para a esquerda: Instax 210, Mini 90 e Mini 50S.

Câmeras instantâneas tinham um pequeno lugar no mercado mesmo na época dos filmes, e, com a dominancia esmagadora das câmeras digitais, menos modelos de câmeras instantâneas vêm sido produzidas. Porque as reviews (críticas) de instantâneas são raras, nós começamos nossa busca pela melhor câmera falando com um número de fotógrafos que trabalham com o formato instantâneo.

Foster Huntington,  um amigo nosso e autor/fotografo de “The Burning House: What Would You Take”, demonstrou um confiança em comum dizendo “Instax é o caminho. As cores da Fujifilm são ótimas e previsíveis.” Embora todos associam a marca Polaroid com câmeras instantâneas, quando se trata de recomendar um modelo atual de câmeras, a marca mais indicada pelos nossos especialistas em fotografia é a Fujifilm. Polaroid nem chega perto.

A Fuji produz uma Intax e uma linha de Instax Mini de filmes e câmeras. A principal distinção entre os dois tipos de filme/câmera é o tamanho da impressão. A Fujifilm daz um “formato mais largo” de filme exclusivamente para a Instax 210. A imagem resultante mede 4.25 x 3.4 polegadas, bem perto do que as Polaroids antigas faziam. O resto das câmeras instantâneas da Fujifilm usam um formano menor, que fazem uma imagem aproximadamente na metade do tamanho, com 2.4 x 1.8 polegadas.

Baseado em recomendações dos nossos especialistas, nós escolhemos três modelos Fujifilm para testar: a Instax 210, Instax Mini 50S e a mais nova instantânea da Fuji, a Insta Mini 90. Todas as três oferecem lentes retráteis com distância focal fixa, controle de exposição, um flash de curto alcance e opções para foco de perto. O custo do filme pode variar de R$ 1-3,00 por exposição, dependendo do tipo da câmera.

Nós gastamos algumas semanas usando cada uma das câmeras para fotografar ambas em ambientes internos e externos, comparando qualidade de imagem e usabilidade enquanto explorando a evetividade dos recursos da câmera em condições do mundo real.

Nossa escolha

A Instax Mini 50S comina a melhor qualidade de imagem com um tamanho menor que torna fácil carregar em uma bolsa pequena, ou até mesmo carregar na sua mão por periodos extensos, sem desconforto. Os pacotes de filme são disponíveis online e tem um preço razoável, costando R$ 44,70 por 20 exposições. Carregar o filme na câmera, que tem o ISO 800, é tão fácil quando abrir um pacote de papel e colocar em uma gaveta de impressora. Enquanto o medidor da câmera se sai bem nas mais favoráveis condições de luz, você pode ajustar o brilho da exposição de +/- 2/3 EV , o que pode ajudar a previnir retratos muito escuros ou reter realces luminosos.

A Mini 50S tem também um botão duplo para ambas as fotografias de retrato e paisagens, e também um encaixe para tripé. A Mini 50S usa duas baterias CR2 de lithium. Enquanto as baterias CR2 têm muito mais força que uma AA compacta, a desvantagem óbvia é que elas não são igualmente disponíveis no mercado. Se as suas viagens te levam para longe dos centros das cidades e das lojas de eletronicos, você vai querer levar consigo algumas reservas. A Fujifilm classifica suas baterias como suficientes para 300 exposições e a nossa experiência com a câmera estava dentro desse núvero, embora os resultados podem alterar dependendo do quão frequente você usa o flash da sua câmera.

Nos nossos testes de campo, descobrimos que as impressões da Mini 50S tem contraste rico, cores bem saturadas e um nível de detalhes agradável. Na verdade, descobrimos que as fotos que a Mini 50S faziam eram quase identicas às da nova e mais cara Mini 90, ambas muito à frente da Intax 210. Quando fotografamos paisagens em ambientes exteriores, as cores das impressões da Mini 50S  aparecem mais ricas e mais vibrantes do que as da 210, que parece mais chata e fraca. Nas fotos internas com flash, as diferenças são menos acentuadas, mas nas comparações lado-a-lado, sempre preferimos as impressões da Mini 50S acima da 210.

A Mini 50S é ótima para fotografar retratos. Seu design brincalhão, facilmente confundido com o de um brinquedo, quebra o gelo e deixa os sujeitos fotografados mais à vontade do que com uma câmera intimidante. Olhando pelas 78 críticas de compradores na loja da câmera, B&H Photo (onde a Mini 50S ganhou 4.5 de 5 estrelas), nota-se o quão frequente a palavra “divertido” é lembrada pelos usuários.

Eu tive experiências similares. Tirar a Mini 50S para qualquer reunião social significava ter uma multidão de curiosos ao seu redor, tanto no momento de tirar a foto, quanto no momento em que esperavamos ela se desenvolver. A alegria de ver uma foto analógica ganhar vida de maneira real, física, é simplesmente algo que a maioria das pessoas não têm experienciado em décadas, senão nunca.

Impressões da Mini 50S, mesmo que pequenas, comparadas às Polaroids oldschool, são grandes o suficiente para ver o sujeito de forma clara e bem definida para enxergar detalhes relativamente sutís. E quando se entrega as fotos como um presente, o tamanho pequeno pode, na verdade, ser uma vantagem ao colocar a foto no bolso ou em uma bolsa menor. Se você ainda quiser fazer um álbum de fotos, pode reunir várias dessas pequenas fotos em uma única página para criar uma narrativa visual bem divertida.

Não há muito defeito a ser encontrado na Mini 50S pelo fotografo casual que quer a melhor qualidade de imagem possível em uma câmera instantânea. Enquanto a Mini 90 pode oferecer opção de multiplas-exposições e um design mais elegante, nós achamos que os fotografos casuais vão usufruir a Mini 50S tanto quanto a Mini 90 por exatamente a metade do preço.

Para fotos mais largas

Para aqueles que querem uma impressão tão grande quando à Polaroid clássica, a única opção de modelo agora é a Fujifilm Instax 210. Comparada com as Instax Mini, a 210 é quase engraçada de tão grande, com 7 polegadas de largura e 4.6 polegadas e altura – maior que uma DSLR full-frame (mesmo que o plástico a deixe quase 600g mais leve). Você definitivamente não vai ficar carregando isso pra lá e pra cá, nem em sua bolsa ou no bolso da jaqueta, mas é recompensado com uma impressão de 4.25 x 3.4 polegadas.

Jessica Zollman, ex-membro da equipe o Instagram, diz “eu preferi a 210 por sua impressão maior, que captupra mais detalhes da cena e lembra o tamanho de uma Polaroid original. Me parecia estúpido escolher o formato maior, mas a minha Instax Wide 210 fez com que eu me apaixonasse pela fotografia instantânea novamente. As imagens lembram a da Polaroid 600, e seu filme é barato e facilmente encontrado na Amazon ou Mercado Livre. Se você carrega uma bolsa frequentemente, ou não se importa de carregar uma câmera enorme no ombro antes de sair, a Wide é absolutamente perfeita.”

A Instax 210, como a Mini 50S oferece ajuste de exposição de +/- 2/3 EV, o que é muito útil. Você vai perder um pouco de qualidade comparando com a Mini 50S que, como falado anteriormente, oferece cores ricas e um contraste mais agradável. Mas o que chama atenção para a Instax 210 é, sem dúvidas, o seu preço de US$63 (infelizmente só encontrei essa câmera por um preço acima de 650 reais no Mercado Livre).

Um passo à frente

A Fujifilm anunciou recentemente a Instax Mini 90 Neo Classic, uma alternativa mais “profissional” para a nossa escolha principal, a Mini 50S. Com o foco nos amantes de fotografia que apreciam um pouco de estilo em seus equipamentos, o estilo retro da Mini 90 é de deixar os hipsters de plantão com água na boca, sem todo aquele formato gordinho das Intax antecedentes; substituido por um design mais plano e sofisticado.

A Mini 90 ainda oferece um excelente controle sobre o processo de exposição com dupla exposução e modos de bulb, e também uma ótima capacidade de fotografar macro que não requer um adaptador preso na lente. A Mini 90 inclue uma terceira compensação de exposição, que dá um adicional +/- 1/3 EV que não é possível com a Mini 50S.

Fujifilm Instax Mini 90.

Nós também gostamos do fato de que a Mini 90 usa uma bateria recarregável de lithium-ion, o mesmo modelo encontrado em muitas câmeras digitais compactas da Fujifilm (com bateria e carregador incluídos). A Fujifilm estima que uma bateria 100% carregada é boa para até 100 exposições, e confirmamos esse número de acordo com o nosso uso, embora os resultados possam variar dependendo da frequência com que você usa o flash. Ter uma bateria recarregável não é apenas melhor para o meio ambiente, como também ajuda a economizar dinheiro ao longo prazo. O problema é que, quando a sua bateria acaba, você precisa conecta-la na tomada, o que é difícil se você não está perto de algum lugar com tomadas.

Com o preço de mais ou menos R$ 750.00, você está pagando 300 reais a mais na Mini 90 do que na Mini 50S, que, como falado anteriormente, entrega imagens tão boas quanto. Mas entusiastas da fotografia gostam de opções, e uma grande parte dos meus alunos, no Centro Internacional de Fotografia, acharam que os controles adicionais de exposição, o estilo retrô e as baterias recarregáveis eram recursos merecedores dos 300 reais a mais. A Mini 90 é, de várias maneiras, uma “atualização” da Mini 50S, e se o preço diferencial entre elas abaixar de R$ 80-150.00, nós poderiamos facilmente colocar a Mini 90 no lugar de favorito que a 50S ocupa.

A concorrência

Por fora da Fujifilm e das câmeras Instax que mencionamos até agora, a concorrência é bem fraca. A moderna Polaroid Z2300 é horrível. É uma câmera digital ruim com uma impressão medíocre. Nós a usamos por alguns dias e a achamos muito pesada e barulhenta, sem mencionar o preço abusivo de R$ 700.00. Ela produz imagens instantâneas assim como a Instax, mas ao invés de um granulado caprichado e um efeito nostalgico que você consegue com as Instax, você tem uma foto pouco saturada e com baixo contraste que parece mais como uma foto tirada de uma câmera ruim e impressa em uma impressora medíocre. Outro fotógrafo, amigo nosso, comprou uma Z2300 para fotografar em uma festa que ele estava promovendo. Ele retornou no dia seguinte reclamando que as imagens eram horríveis.

Polaroids antigas, como a bela SX-70, precisam usar filme de Polaroid antigo ou filmes especiais do The Impossible Project. As câmeras custam cerca de US$ 300.00 pra cima. O problema é que o filme não é confiável.

Huntington diz que “Eu tenho fotografado umonte de filme da Impossible, e eles são muito difíceis de usar.”  Cole Rise, um fotógrafo que fez o design do icone do app Instagram e alguns dos filtros, diz “As coisas da Polaroid são… Bom, são Polaroid. Mas o filme da Impossible é caro e não muito confiável. Eu tenho usado ambas as câmeras Spectra e a SX-70, mas os resultados tem sido mais ou menos.”

Parte do problema com o filme do Impossible Project é que você tem que tirar ele da exposição à luz após tirar a foto, e manuseá-lo cuidadosamente para que ele se desenvolva bem. Mas mesmo se você faz tudo isso, podem haver problemas com a longevidade das suas fotos. Zollman diz, ” Eu tenho seis pacotes de Polaroid 600 na minha geladeira, e a maioria deles é expirado e são muito difíceis de trabalhar. Eu joguei centenas de dólares no Impossible Project, que trouxeram fotos fantásticas após eu aprender os truques específicos para a minha One Step/Spectra/SX-70, só para descobrir que as minhas Polaroids foram arruinadas seis meses depois, mesmo com o devido cuidado ao guardá-las.”

Há notas que as câmeras vintage Polaroid Land, como a modelo 200, podem ser uma boa opção, pois aceitam filmes da Fuji Instax. Mas essas câmeras ainda são grandes, relativamente caras e a habilidade requerida para carregar um filme Instax nelas não são legais.

O que esperar no futuro?

A Fujifilm está fazendo uma impressora de fotos para smartphones que imprimem em filme Instax. É chamada a Instax Share SP-1, e chega em Maio nos EUA pelo preço de US$ 200. Essa impressora é mais ou menos do tamanho da Mini 50S e imprime em 256 cores. Nós vamos testar e ver como ela se compara com a nossa instantânea favorita.

Concluindo

A Mini 50S é uma ótima escolha para a maioria dos fotógrafos casuais que procuram experienciar as emoções da fotografia com uma câmera instantânea. As impressões são ótimas, os preços são certos e a câmera oferece algum controle útil sobre a exposição. Se você prefere fotos maiores, do tamanho de Polaroids, a Instax Wide 210, mesmo sem uma qualidade top, é definitivamente a melhor opção que você vai achar para esse tipo específico de câmera. E, se você quer mais criatividade e opções de exposição, uma bateria recarregável, ou uma capacidade de fotografar macro, a Mini 90 Neo Classic é uma excelente opção, se você não se importar em gastar um pouco mais por esses recursos.

 

Via thewirecutter.com
Tradução-livre de Eryc Silva

SYMMETRY – UM FILME PALINDRÔMICO

Symmetry: um projeto de conclusão de curso.

O filme Symmetry foi escrito, dirigido e editado por Yann Pineill como um projeto de conclusão de curso, e é simples ao ponto de cair o queixo!

Como diz o título, o filme foi escrito simetricamente: “a segunda parte é exatamente igual a segunda, mas de trás pra frente e com a imagem espelhada. Mas essa segunda parte não atua como uma simples “rebobinação”; ela é a continuação da primeira parte. O filme explora todos os tipos de simetria: composições, formatos, sons e música, cenário, cores, ações, tempo…

Deixe nos comentários o que você achou desse filme.

 

FOTOGRAFANDO LONGA EXPOSIÇÃO

Uma técnica muito útil para fotografar à noite é a longa-exposição. Os efeitos que podem ser capturados com longas-exposições são prazerosos de se olhar e têm uma qualidade divina. As ferramentas mais importantes que você vai precisar são: um tripé robusto e uma DSLR com controle da velocidade do obturador.
Texto original dos sites: Exposure Guide e Jim Goldstein
Tradução-livre de Eryc Silva

ISO 100 – f/22 – 22″ | Foto de Marcos Molina

Aplicar técnicas de longa-exposição é um bom jeito de se conseguir uma imagem que surpreenda pessoas. Para você que não está familiarizado com a fotografia de longa-exposição, o principal ingrediente é a pouca luminosidade, pois você vai precisar que a sua câmera receba luz por uma quantidade de tempo maior. Na verdade, é possível usar filtros para reduzir a quantidade de luz que entra na lente para, então, produzir longas-exposições mesmo nos dias mais claros.

Longas-exposições permitem o fotografo a criar uma experiência visual abstrata ou surreal, o oposto de simplesmente reproduzir uma cena como podemos ver ao olho nu. Sendo assim, esse tipo de fotografia permite que você crie algo artisticamente impressionante.

Abaixo estão algumas dicas e situações de como fazer uma longa-exposição de impressionar:

1. CRIE A ATMOSFERA

Foto de Jim Goldstein

Use longas exposições para criar uma atmosfera celestial. Muitas vezes, as condições climáticas parecem não mudar, mas na verdade elas se movem e mudam devagar. Em muitas ocasiões, essas mudanças ocorrem tão devagar que não conseguimos nem guardar na memória visual; mas a câmera consegue gravar essas mudanças. Nuvens, neblina ou ondas podem formar belas imagens no tempo de exposição certo.

COMO FAZER: Águas e mares borrados

ISO 400 – f/4 – 10″

Para capturar essa aparência dramática do oceano e do céu, a melhor condição de luz para se usar é a da “hora de ouro” (a ultima hora antes que o Sol se ponha). Siga os básicos da fotografia noturna: ponha a câmera no tripé, use uma lente wide-angle (de ângulo aberto) com a menor abertura possível, e foco para o infinito. Deixe a câmera em modo Manual ou Bulb e altere a velocidade do obturador para longa (5-30 segundos). Quanto maior o tempo de exposição, mais “borrada” a água ficará. Use o timer da câmera ou um cabo com botão para tirar a foto; isso ajuda a previnir que a foto inteira saia borrada. Não use flash! Pode arruinar o efeito na imagem.

2. DESCUBRA OS MOMENTOS

Geralmente estamos tão apressados no dia-a-dia que raramente paramos para observar os pequenos movimentos banais. Assim que você começa a perceber esses sujeitos se movimentando devagar, uma porta para um novo mundo de oportunidades fotográficas se abre. Núvens, sombras, estrelas, plantas e até mesmo pessoas ou animais se tornam ótimos sujeitos em uma longa-exposição.

COMO FAZER: Fotografando uma roda gigante

ISO 100 – f/2.8 – 1/60

ISO 100 – f/6.8 – 4″

Para fotografar uma roda gigante à noite, vá para perto dela e use uma lente wide-angle para conseguir o máximo de detalhes possível. Coloque sua câmera em um tripé e enquadre a imagem. Como você quer que todos os elementos estejam bem nítidos, escolha uma abertura pequena, entre f/11-f/32. Configure sua câmera em modo Manual ou S (Controle da velocidade) e escolha uma velocidade de acordo com a velocidade das luzes na roda gigante, e o estilo que você está procurando (qualquer um dentro de 1-30 segundos). É melhor usar o timer da câmera ou um cabo para o disparo. A imagem capturada vai estar cheia de rastros de luz em contraste com o céu preto, e mesmo assim o centro da roda gigante vai continuar nítido.

COMO FAZER: Rastros das estrelas

ISO 3200 – f/4 – 181 minutos

Uma longa exposição em uma noite estrelada pode produzir traços de luz fascinantes criados pelas estrelas e a rotação da Terra. A melhor maneira de conseguir uma foto interessante é incluir um objeto inanimado em primeiro plano, como uma árvore velha, ou montanhas. Coloque a sua câmera no tripé e o foco da lente para o infinito. É melhor usar um cabo para o disparo, ou você irá arruinar sua foto. Configure a câmera em modo B (Bulb) e a abertura entre f;2.8-f/4 para melhores resultados. Mantenha o ISO baixo para minimizar os ruídos. Pressione o botão do controle para abrir o obturador e espere. Para completar, pressione novamente o botão. Essas exposições podem durar de 15 minutos à várias horas.

COMO FAZER: Rastros de luzes supreendentes

ISO 100 – f/22 – 13″

Rastros das luzes da frente e de trás do carro tem um efeito deslumbrante, e são excelentes para fazer você criar intimidade com o tempo de suas longas-exposições, enquanto aprende. Procure uma avenida movimentada com muita luz de carros, à noite. Use um tripé robusto e posicione a câmera para que você tenha uma boa visão da área. Use uma abertura pequena de f/16 ou menor para uma maior profundidade, deixando a maior parte da imagem em foco. Quanto mais longa a exposição, mais linhas irão aparecer e mais longas elas ficarão.

3. FOTOGRAFE COMO SE ESTIVESSE PINTANDO

Enquanto o obturador da sua câmera está aberto, o sensor ou filme são, em sua essência, como um quadro. Normalmente esse quadro é aberto brevemente, mas com longas exposições a luz que bate no sensor age como um pincel. Se você deixar a cena se desenvolver com o obturador aberto, qualquer mudança será “pintada” no seu quadro. Se você estiver em um lugar com muito pouca luz, você pode usar luzes como lanternas, celulares, vela ou qualquer tipo de luz móvel para criar a imagem do seu jeito na foto. É sensacional e todos deveriam experimentar!

4. ALTERE A REALIDADE DAS CORES

De volta aos tempos em que havia um fenômeno nos filmes, onde a cor na imagem poderia mudar em longas exposições por falha na reciprocidade. Diferentes tipos de filmes experienciavam essa falha em diferentes tempos de exposição e produziam vários tipos de mudanças de cores. Para muitos desses fotógrafos, essas mudanças nas cores eram vistas como algo para se evitar, mas muitos artistas empregaram esse fenômeno para criar fotos geniais. Se você ainda fotografa com filme, vale a pena experimentar! Se você está fotografando com digital, você pode conseguir essas mudanças de cores gerando ou usando “presets” (pré-ajustes) no Photoshop, Lightroom ou até VSCO Cam (que aliás, foi falado no primeiro post do EV!).

5. FOTOGRAFIAS QUE FAZEM O ORDINÁRIO FICAR EXTRAORDINÁRIO

Quando você mostra algo novo pra alguém, que estava bem debaixo do nariz dessa pessoa por todo esse tempo, isso redesperta seu interesse por aquela coisa. Enfatizar uma ou a combinação de alguns dos efeitos visuais préviamente discutidos com longa exposição de cenas ordinárias vai prender a sua atenção. Para encontrar aquela foto que captura a atenção, você vai precisar experimentar até que os efeitos da longa exposição estejam aparentes.

CONFIGURAÇÕES RECOMENDADAS

A principal coisa para se manter na cabeça quando se está decidindo qual a exposição certa é como capturar ambas as sombras e os pontos mais luminosos. Se você está obtendo as sombras certas, você vai conseguir produzir uma cena noturna excelente que vai ganhar muitos elogios.

Quando se fotografa longas-exposições, a chave é manter o obturador aberto somente o tempo suficiente para o efeito desejado. Se você manter o obturador aberto por muito tempo, vai perder detalhes nas áreas mais iluminadas, e pode não conseguir identificar o que é o que na foto.

Quando se está tentando criar um rastro de luz, o obturador deve estar aberto por pelo menos 1 segundo, e portanto requer um tripé. Use o modo S (Velocidade do obturador) e comece com a velocidade de 1 segundo e veja o resultado; se o rastro é muito curto, adicione 2 segundos, e continue adicionando 2 segundos até você conseguir o efeito que você quer alcançar (a beleza da fotografia digital é que você pode saber imediatamente se está bom ou não). Se você tem muitos borrões, seu obturador estava aberto por muito tempo, e você precisa voltar pelo menos um segundo inteiro.

EQUIPAMENTO RECOMENDADO

Além da sua câmera digital, é claro, você precisará de um tripé para estabilizar a imagem e evitar borrões. Para praticar a fotografia noturna, sua câmera precisa ter uma opção para configurar a velocidade do obturador e a abertura da lente.

CONCLUSÃO

Fotografar imagens de longa-exposição à noite é uma técnica que se aperfeiçoa com prática e aprendendo a reconhecer as condições luminosas e como ajustar a câmera para essas condições. Dependendo do que você tem que fazer, a velocidade do seu obturador pode ser de 1/60 de segundo até vários minutos. O que torna as imagens de longa-exposição especiais é que cada imagem é única, já que os rastros de luzes se movem de maneira incomum, e com prática você pode adquirir uma coleção de fotos fantástica. As imagens únicas disponibilizadas pela longa exposição à noite são um tesouro da fotografia que muitos são acham. Imagens brilhantes podem ser resultado do seu trabalho ao tentar essa técnica.

Agradecimentos

Esse post foi traduzido e modificado para uma melhor interpretação do leitor, com dicas para ensinar ou melhorar as suas fotos de longa-exposição. Agradeço à ambos os sites, que possuem conteúdos riquíssimos sobre fotografia, pelo conteúdo fornecido e espero ter atendido ao pedido de Marcella (quem solicitou um post sobre longas-exposições).

Restaram dúvidas? Tem alguma crítica para o EV? Deixe nos comentários, abaixo!

10 MOTIVOS PARA INICIAR A FOTOGRAFIA COM UMA CÂMERA ANALÓGICA

Texto original de Miki Rose, www.picturecorrect.com
Tradução-livre de Eryc Silva

Quando aprendi sobre fotografia pela primeira vez, eu estava no ensino médio, no quarto-escuro com uma Pentax K1000 completamente manual – que, na época, era uma das SLR mais bem faladas e populares no mercado. Aí você me pergunta, por que? Porque ela era feita como um tijolo, por ter uma velocidade de obturador rápida, e por não terem muito mais coisas. Afinal de contas, não há nada mais prejudicial no processo de aprendizado do que milhares de botões, alavancas e menus. A maioria das pessoas, hoje, está aprendendo fotografia com DSLRs para iniciantes, que, mesmo sendo mais básicas que câmeras altamente profissionais, ainda são desnecessariamente complicadas de se mexer e, o pior de tudo, fáceis de usar!  Continue reading

AS BRILHANTES MULTIPLAS EXPOSIÇÕES DE KEVRÎN

“Se você ama a natureza, a vida, fotografia, literatura e um pouco de arte tradicional, você está no lugar certo!” – xoxo Kev Kills

O que é multipla-exposição?

Segundo o wikipédia, dupla exposição, ou múltipla exposição, é uma técnica fotográfica que consiste em expor um negativo ou diapositivo múltiplas vezes. Ou seja: Uma foto em cima da outra.

life beats down and crushes the soul, and art reminds you that you have one.

“a vida espanca e esmaga a sua alma, mas a arte te lembra de que você ainda tem alma.”

Essa técnica, que antes era realizada apenas por câmeras fotográficas específicas, pode ser fácilmente realizado, hoje, por programas como Photoshop e GIMP ou até apps, como InstaBlend, Leme Camera ou DPX.

Quem é Kevrîn?

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Há mais ou menos dois anos atrás comecei a procurar e descobrir diversos “fotógrafos de bolso” – aqueles que acreditam que fotografia e arte não dependem do equipamento, mas sim de quem a faz. E esses são fotógrafos com uma visão incrível do mundo, capazes de criar verdadeiras obras de arte dentro de um quadrado de 1,5″x1,5″, como Charles VieiraMarlon MayerMikey EstradaBrian Wertheim, entre outros. Em meio à tantos bons fotógrafos, acabei dando de cara com as brilhantes multiplas-exposições da artista holandesa Kevrîn.

Fiquei admirado pela natureza dentro da silhueta de pessoas… Dos pássaros voando de dentro, pra fora do corpo de alguém. Definitivamente o tipo de arte que eu gostaria de ter pendurado na parede.

Abaixo estão algumas de suas artes:

Comfort in a Stranger

My secret garden

i need to take a flight. the wind in my feathers. smilin' in the light. let me out.

i need to take a flight. the wind in my feathers. smilin’ in the light. let me out.

Life

O trabalho de Kev Kills, como a holandesa se auto-nomeia na internet, pode ser visto através de seu próprio site: KevKillsPhotography, ou pelo Instagram e DevianArt.